Sabemos que são vários os fatores que podem levar uma pessoa a viver nas ruas: desemprego, conflitos familiares, descontrole no uso de álcool e drogas…
Nos últimos tempos, tem-se notado um número grande de pessoas com transtornos mentais. Em pesquisa sobre esse ponto, fomos descobrindo que alguns casos começaram com a ansiedade. Na correria do dia a dia, a falta de tempo para viver mais intensamente com a família, a falta de diálogo, tudo isso e muito mais tem contribuído muito para o aumento desse mal, que, se não percebido na sua fase inicial, pode sim levar a pessoa a ter surtos, dos quais pode acabar com mais uma pessoa perambulando pelas ruas.
A relação entre a saúde mental e a vulnerabilidade social é profunda. Quando falamos em ansiedade, não estamos tratando apenas de uma preocupação passageira, mas de um transtorno que, em níveis severos, pode desestruturar completamente a base de sustentação de um indivíduo.
A ansiedade crônica e os transtornos de pânico funcionam como um agente paralisante. O que começa como um mal-estar interno pode, rapidamente, se transformar em uma barreira para a manutenção da vida cotidiana.
Alguns sinais podem ser observados no campo profissional:
- A queda de produtividade;
- Faltas constantes;
- Isolamento social;
- Dificuldade em cumprir com as responsabilidades.
No convívio social, ela começa o isolamento, afastando-se dos amigos e familiares. Tem medo de se tornar um fardo, perde a capacidade de lidar com suas próprias inquietações.
Sem apoio profissional, sem entendimento do que está acontecendo, o indivíduo muitas vezes sai sem rumo e não encontra motivos para retornar, tornando-se assim mais uma pessoa em situação de rua, em que a sua condição mental tende somente a piorar.
Estamos atentos à nossa saúde mental?
Temos observado as pessoas ao nosso redor?
Talvez precisemos estar mais atentos às pessoas ao nosso redor; pode haver alguém precisando de ajuda.
Valdinete Ferreira – Madre Teresa
